• Fernand Lodi

Cenários futuros nas organizações no pós-normal” encerra 3ª edição do Conecta Vale do Aço



Lideranças demonstraram otimismo para 2021.Mercado, economia, novas formas de trabalho, as tendências da educação, os cuidados com a saúde e segurança e uma comunicação assertiva foram alguns dos pontos tratados na mesa redonda “Cenários futuros nas organizações no pós-normal” que encerrou a 3ª edição do Conecta Vale do Aço – Conexões com o futuro, nessa quinta-feira, 12/11.


Luciano Araújo, vice-presidente da FIEMG mediou o debate que contou com a participação do diretor industrial da Aperam, Paulo Novaes; do gerente da Aciaria da Arcelor Mittal Monlevade, Alin Chaves; do diretor industrial e técnico da Cenibra, Júlio Ribeiro; do diretor administrativo- financeiro da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Romolo de Paula e do diretor executivo da Usiminas Ipatinga, Heltom Muzzi.


Ações de combate a pandemia e perspectivas para o pós-normal foram apresentados pelas lideranças que se mostraram otimistas.


Júlio Ribeiro, diretor industrial e técnico da Cenibra, iniciou sua fala com uma afirmação e uma pergunta: “2020 tem sido um ano desafiador. Como será 2021?” Na oportunidade ele destacou a importância do comitê de crise interno, especialmente na criação dos protocolos de segurança e na disseminação de informação de qualidade a todas as pessoas que estão envolvidas com as operações da empresa.


“O protocolo tem como premissa garantir a segurança e saúde das pessoas e permitiu manter as operações da fábrica sem gerar impacto no volume de produção”.


Informou ainda que investimentos de modernização da fábrica continuam nos planos da empresa. “Temos boas perspectivas para 2021 e algumas preocupações, como por exemplo, a escassez de insumos básicos e a pressão inflacionária que afeta não só a empresa, mas toda a sociedade”, justificou.


Romolo de Paula, diretor administrativo e financeiro da FSFX, disse que a pandemia antecipou uma nova forma de trabalho que já estava no radar da Fundação. “Aceleramos e todos nós aprendemos a trabalhar home office e em alguns momentos, sentimos que é bastante eficaz, os empregados estão mais conectados, mas percebemos também que faz falta o contato presencial”, opinou.


“Já na educação, um grande desafio que temos é a tendência do sistema EAD que a pandemia acelerou o processo. Estamos otimistas, toda crise tem um viés de oportunidade. Estamos trabalhando para que saiamos dessa crise mais fortes”.


Retomada


Na Usiminas e na Arcelor Mittal Monlevade não foi diferente. Várias ações de combate ao novo coronavírus foram implementadas visando a saúde, bem-estar e integridade dos empregados.

Heltom Muzzi destacou que uma das primeiras ações foi a criação do comitê de crise das diversas unidades que compõem a Usiminas, muitos protocolos de gestão, encontros associados a logística foram tomados para que o risco de contaminação fosse minimizado.

“No mês de abril a indústria automobilística, nosso maior cliente, reduziu sua produção em 99% e nesse momento a Usiminas tomou a decisão de desligar os dois altos fornos dentro do processo de retomada. A economia sofreu um aquecimento em agosto e retomamos o alto forno 1.”


Ele destacou que esse dinamismo está distante do período pré-crise, mas que os indicadores, trazem otimismo. “Estamos confiantes, mas também preocupados com uma possível segunda onda dessa pandemia. Vejo 2021 com esperança, vamos estar mais prontos para enfrentar a pandemia, retomar muitos cuidados que podem estar sendo negligenciados”.


Paulo Novaes, diretor industrial da Aperam, mencionou os procedimentos adotados de saúde e segurança desde o início da pandemia, bem como as ações de adequação do negócio. Pontuou o foco da liderança nas pessoas e nas relações, como forma de fortalecer a empresa nesse período difícil.


Para o final deste ano e para 2021 as perspectivas em relação a produção são as melhores possíveis. “A Aperam está com a demanda esticada e produzindo a plena carga. Quanto aos colaboradores do grupo de risco, a equipe médica da empresa avalia continuamente o cenário e ainda não é o momento seguro de voltar ao trabalho presencial”, ressaltou.


Alin Chaves compartilha da opinião. “Nossa expectativa é boa, de uma retomada rápida. Trabalhamos bastante durante a pandemia. Todas as plantas da Arcelor já estão retomando a plena carga, mas ainda não é o momento de relaxar e baixar a guarda, temos que continuar vigilantes, tomando todos os cuidados para não regredirmos no contagio do vírus.”


Para finalizar, Luciano Araújo, agradeceu a participação dos convidados, o empenho do grupo técnico de Recursos Humanos, do Conselho Estratégico, pela organização do evento e elogiou mais esta edição.


“Parabéns a todos envolvidos na organização do Conecta e também ao Flaviano, presidente da FIEMG Regional Vale do Aço, por nos proporcionar debates de alto nível que contribuem para o desenvolvimento, produtividade e sustentabilidade das nossas indústrias. Foi uma edição desafiadora diante o momento que estamos vivendo, mas muito bem planejada e oportuna”, concluiu.