• Fernand Lodi

Contém Cultura segue com programação alternativa em função da pandemia



Lives com cineastas renomados do país estão entre as atrações do projeto, que teve como seu primeiro convidado Luiz Carlos Lacerda e, no dia 24, colocará em cena o cineasta e videomaker gaúcho Thiago Köche, que já participou da Cinedocumenta em Ipatinga exibindo Manifesto Porongos, um grito contra o racismo


Por causa da necessidade de se manter o distanciamento social, a unidade do Contém Cultura de Pingo D´Água teve suas atividades adaptadas para o universo on-line e segue com uma programação especial.


O projeto está disponibilizando para interessados da comunidade de Pingo D´ Água filmes do acervo da sala multicultural que privilegia o cinema brasileiro por meio do programa Empréstimo Social. A iniciativa segue todos os protocolos de prevenção e segurança referente às medidas de saúde.


Outra ação do Contém é a convocatória de cineastas para a exibição de suas produções nas redes sociais do projeto e canal de Youtube.


A mostra busca valorizar filmes regionais e de outras localidades do país e estimular o intercâmbio entre produtores de todo Brasil.


Lives com pessoas ligadas à produção cinematrográfica também participam da programação alternativa do Contém Cultura.


O cineasta e poeta carioca Luiz Carlos Lacerda, o Bigode, inaugurou a série. O novo cinema pós-pandemia foi o tema central da entrevista conduzida pelo jornalista, escritor e produtor executivo do Contém Cultura, Rudson Vieira.


MERCADO


Logo no início da live, Luiz sublinhou que “não somos uma indústria do cinema, mas uma cinematografia que caminha contra as regras do mercado”, numa alusão às produções brasileiras que não encontram espaço nas salas comerciais.


O cineasta destaca que, apesar dos desafios, o Brasil sempre está produzindo filmes e que sempre há público para todas essas obras; “o desafio conseguir que essas produções cheguem a esse público”.


Luiz Carlos observa que alguns filmes brasileiros que se projetam no mercado nacional buscam se parecer com o que fazem os americanos, “mas precisamos é mostrar a nossa cara. Nossos filmes precisam revelar quem somos, como é este Brasil tão rico em diversidade cultural e, ao mesmo tempo, marcado pela unidade”.


Reafirmando a capacidade do cinema nacional de conquistar o grande público, o cineasta cita algumas de suas obras que foram sucesso de bilheteria, como For All – O Trampolim da Vitória; e Leila Diniz, que ficou em cartaz por oito semanas.


Ele cita ainda Mãos Vazias, produzido há 50 anos e que até hoje permanece é exibido em festivais, escolas de cinema e canais de TV.


“Nosso cinema sofre com a pressão política econômica do cinema americano e é estrangulado pelas produtoras internacionais”, acrescenta o cineasta.


NOVA GERAÇÃO


Luiz Carlos observa que há uma nova geração de produtores do audiovisual que está em plena atividade.


“Tenho alunos de oficinas que filmam sem parar e saem por aí exibindo por novos canais que vem sendo criados pela juventude e que são intermináveis. São novas formas de fazer e exibir cinema, de cortar o barato desse mercado careta, mercantilista, comercial. Temos que documentar este tempo, ruim ou não.”


Luiz Carlos Lacerda figura entre os cineastas que ministram oficinas de cinema no Vale do Aço oferecidas via projetos que buscam a formação de realizadores do audiovisual, a democratização do acesso ao cinema brasileiro e a valorização da produção nacional.


Dentre os trabalhos realizados na região por Luiz Carlos, se destacam cursos ministrados durante a Cinedocumenta, que em sua 13ª edição contemplou alunos da rede pública de ensino de Periquito, nas sede do Contém Cultura do município.


A oficina foi realizada com o apoio do também cineasta Arlisson Prodlik, e resultou na produção de um curta exibida no encerramento da mostra de cinema de Ipatinga.


O cineasta Luiz Carlos Lacerda disse que a iniciativa veio despertar na comunidade o desejo de desenvolver sua vocação para a arte, a cultura e traçar novos caminhos para o município, proporcionar novos aprendizados para a população.


“A Cinedocumenta, por seu caráter educativo, é um universo que se abre. A oficina torna acessível a linguagem do cinema, da dramaturgia. Cinedocumenta e Contém Cultura rendeu um casamento perfeito pela afinidade de propósitos dos dois projetos”.


Arlisson Prodlik destacou a importância da formação de realizadores em um momento em que a tecnologia torna viável a produção de cinema. “Com um celular, você pode fazer ótimos filmes, sem depender de uma grande estrutura”, observa.


SERVIÇO


Dia 24 de setembro, às 20h, o Contém Cultura transmitirá mais uma live pelo link: https://www.instagram.com/contemcultura/ Dessa vez, com o cineasta e videomaker gaúcho Thiago Köche. Realidades conflitantes com ou sem máscaras será o tema da entrevista sob a inspiração Diálogos que transbordam, slogam da iniciativa.


Thiago assina o filme Manifesto Porongos, uma das atrações da 13ª Cinedocumenta.

A obra fala sobre a outro lado da Revolução Farroupilha, o massacre de negros que lutaram pos sua liberdade e foram mortos em um dos maiores atos racistas e genocidas da história do país.


O Contém Cultura, projeto patrocinado pela CENIBRA, é uma concepção da produtora cultural Luciana Profiro.


Oficina de audiovisual ministrada por Luiz Carlos na 13ª edição da Cinedocumenta para alunos da rede pública de ensino de Periquito, nas sedes do Contém Cultura do município.

Link para entrevista com Luiz Carlos para TV e site:

https://www.youtu.be/ss0zJWsIS0E

Bigode x.jpg


Link para cenas da oficina ministrada por Luiz em Periquito:

https://www.youtube.com/watch?v=3SqnnB8P81E&feature=emb_logo


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