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  • Foto do escritorFernand Lodi

“Deus e o Diabo na Terra do Sol” em cartaz no Los Películas Cineclube



Obra premiada de Glauber Rocha é tema de debate na primeira exibição do ano no cineclube nesta terça-feira no Centro Comercial do bairro Cariru


O Los Películas Cineclube abre suas atividades de 2024 homenageando Glauber Rocha, um dos maiores nomes do cinema brasileiro, exibindo Deus e o Diabo na terra do sol, drama lançado em 1964, que apresenta uma narrativa hipnótica e envolvente e, 60 anos depois, ainda é tristemente tão pertinente ao Brasil atual quanto o era em sua época de realização.


Com entrada franca e curadoria de Marcio Castro, David Romeros, Camila Mendonça, Andres Gonçales, Éderson Caldas, Beto Oliveira, Enyály Poletti, que também assina o designer gráfico e Marilda Lyra, a exibição acontece na terça-feira, 16 de janeiro, a partir das 19h30, na Tenda Árabe, localizada no Centro Comercial do Bairro Cariru.


Glauber Rocha e o Cinema Novo


Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça, era o lema do núcleo formado pelos cineastas Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade, Carlos Diegues, Paulo Cesar Sarraceni, Leon Hirszman, Davi Neves, Luiz Carlos Barreto e Glauber Rocha, que ficou conhecido como Cinema Novo. O movimento surge no início dos anos 60, após a falência dos grandes estúdios paulistas e esvaziamento da chanchada com a ascensão da TV.


Vieram de Pernambuco e Bahia produções como Bahia de Todos os Santos de Trigueirinho Neto, Redenção de Roberto Pires; Barravento, de Glauber Rocha; O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, dentre outros.


Mas o marco histórico para o nascimento do Cinema Novo foi Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, filme que mostrava o povo ao povo, com ideias claras e linguagem simples.


E o cineasta e escritor baiano, Glauber Rocha é considerado um dos nomes mais importantes deste movimento. Apaixonado pela sétima arte abandonou o curso de Direito e foi trabalhar como crítico de cinema e documentarista.


Fome da população, opressão, exploração econômica, alienação e busca por um messias salvador são características marcantes de seus filmes. “Nossa maior miséria é que esta fome, sendo sentida, não é compreendida” é uma de suas frases mais célebres.


Sua obra obteve reconhecimento internacional em festivais cinema. Foi premiado com Deus e o Diabo na Terra do Sol no Festival de Cinema Livre de Porreta em 1964 ( Itália); com Barravento no Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, Tchecolslováquia, também em 1964; em 1967 Terra em Transe foi premiado no Festival de Cannes e recebeu prêmio de melhor direção para O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro também no Festival de Cannes.

Deus e o Diabo na Terra do Sol - Sinopse


Escolha oficial do Governo Brasileiro para representar o Brasil no Festival de Cannes em 1964, foi gravado na Bahia, nas cidades de Monte Santo, Feira de Santana, Salvador, Canché e Canudos.


A obra conta a história do vaqueiro Manuel. Revoltado com a exploração de que é vítima por parte do coronel Morais, ele mata-o durante uma briga. Começa então a fuga de Manuel e de sua esposa Rosa, que são perseguidos por jagunços até se integrarem aos seguidores do beato Sebastião, no lugar sagrado de Monte Santo.


Ao mesmo tempo, o matador de aluguel Antônio das Mortes, a serviço dos latifundiários e da Igreja Católica, extermina os seguidores do beato, o que faz com que o casal tenha de continuar fugindo e se encontre com Corisco, cangaceiro remanescente do bando de Lampião.


Serviço:


Los Películas Cineclube

Direção: Glauber Rocha

Gênero: Aventura, Crime, Drama

Ano:1964

País de origem: Brasil

Duração: 120 minutos

Elenco: Geraldo del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos, Maurício do Valle.

Classificação: 14 anos

Entrada Franca

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