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  • Foto do escritorFernand Lodi

Dia Nacional do Idoso: a vida na terceira idade



Sávio Ulhoa, geriatra da Fundação São Francisco Xavier


O envelhecimento populacional é uma das grandes conquistas do século XX e um dos principais desafios do século XXI. O aumento na população de idosos em alguns países, como França e Bélgica, levou, mais ou menos, 150 anos para acontecer.


Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os idosos representam atualmente 14,7% da população brasileira, ou seja, 31,2 milhões de pessoas, uma alta de 39,8% no período de 2012 a 2021.


Se por um lado a expectativa de vida aumentou e ganhamos mais tempo para estarmos ao lado de quem gostamos, a exemplo de filhos, cônjuges e netos, por outro tem-se a preocupação com o aumento de doenças decorrentes da idade.


É fato que muitos conseguem chegar à fase geriatra de forma saudável, afinal, hoje há mais informação, tecnologias e tratamentos disponíveis que não existiam há tempos. Mas ainda assim é preciso ficar alerta aos sinais da idade.


Neste 1º de outubro, é celebrado o Dia Nacional do Idoso e o Dia Internacional da Terceira Idade. É importante fazer uma reflexão de como estão vivendo os idosos, quais as principais doenças e, principalmente, como viver bem nessa fase da vida.


O envelhecimento populacional causa sérios problemas de saúde, com mais patologias ou doenças crônicas degenerativas.


Essas doenças, a exemplo da diabetes, hipertensão e osteoporose, embora não tenham tratamento definitivo, necessitam de cuidados. Outra preocupação diz respeito às quedas frequentes.


Devido às várias alterações fisiológicas, os idosos têm mais chances de quedas e são fatores de risco para fraturas e incapacidade, que podem até mesmo levar a óbito.


Por isso, o idoso deve assumir uma postura preventiva. É claro que hábitos de vida saudáveis são extremamente relevantes desde a juventude para alcançar um envelhecimento saudável. É importante ter uma alimentação equilibrada com frutas, verduras e legumes, praticar tividades físicas regulares e levar uma vida social.


Quem chegou aos 60 sem esses hábitos, ainda é possível mudar o caminho. É preciso ter um estilo de vida ativo, ter contato com outras pessoas e socializar para manter bem a mente e o corpo saudáveis. Na pandemia, por exemplo, os idosos foram os grupos que mais sofreram com o isolamento social.


Eles ficaram trancados em casa e sem contato com as pessoas que tanto amam. E é nesta fase da vida que eles mais precisam de amigos e parentes.


Outra dica é manter em dia os exames de saúde. Procure um médico e faça exames de check-up regularmente. Entre os principais estão o teste ergométrico, o ecocardiograma e a densitometria óssea. Para a mulher, não deixar de fazer os exames de mamografia e ginecológicos.

E para o homem é indispensável realizar o exame urológico.


Para aproveitar essa fase de tanta experiência é importante manter a mente sadia. Exercite o cérebro e o corpo, procure grupos da terceira idade para mais socialização, evite o stress e use o tempo da melhor forma possível.


Aproveite a vida e não tenha receio da idade. Ela exige cuidados, mas é possível ter qualidade de vida após os 60 anos.

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