• Fernand Lodi

Hospital Márcio Cunha enfrenta cenário de superlotação



O hospital atinge sua capacidade máxima de atendimento ao SUS


A situação preocupante vivenciada pelo setor de saúde em todo o país, nos últimos meses, tem exigido do Hospital Márcio Cunha (HMC), administrado pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), adoção de medidas para garantir assistência adequada à população.


Diante deste cenário, mesmo com todos os esforços feitos pela unidade, como a transformação de leitos exclusivos, tanto em enfermaria como de terapia intensiva destinados a COVID-19, aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), devido à alta demanda da população, a unidade opera em seu limite de ocupação.


O Hospital Márcio Cunha é referência para atendimentos de emergências e alta complexidade para 1,6 milhões de habitantes de 88 municípios das regiões Leste e Nordeste de MG.


Dos 548 leitos disponíveis no Hospital Márcio Cunha, mais da metade (290 leitos) são destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde – SUS. A taxa média de ocupação atual é de 101,28% sendo que, nos últimos meses, a unidade já operou com 114,78% de ocupação.

Mesmo atingindo a sua capacidade limite de atendimento, o Hospital Márcio Cunha tem mantido, com qualidade, os atendimentos de urgência, emergência e alta complexidade.


“Estamos trabalhando com toda nossa estrutura de atendimento e tecnologia afim de prestar, cada vez mais, a melhor assistência possível ao paciente. Contudo, essa realidade enfrentada em vários hospitais do país também tem sido um desafio diário para nós, do HMC”, comenta o Diretor de Hospitais da Fundação São Francisco Xavier, Dr. Mauro Oscar Soares de Souza Lima.

Atualmente, o hospital atende 74% SUS e em áreas como oncologia e nefrologia supera os 85%.


É um hospital geral, credenciado para atendimentos de alta complexidade, referência para Trauma, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular, oncologia adulto e infantil, entre outros.