• Fernand Lodi

Infectologista da Unimed Vale do Aço fala sobre coronavírus



O anúncio da suspeita da 1ª infecção pelo novo tipo de coronavírus no Brasil levantou o alerta ao governo de Minas Gerais.


O caso, que esta sob investigação da Secretaria de Estado de Saúde e outros órgãos, ainda não apresentou confirmação de que a pessoa esteja, de fato, infectada. Porém, inúmeras notícias, verdadeiras ou não sobre o assunto, já circulam nas redes.


O infectologista cooperado da Unimed Vale do Aço, Dr. Pedro Carneiro, esclareceu algumas questões sobre a doença.


De acordo com o médico, o alerta emitido por órgãos de saúde do mundo integra um protocolo padrão para este tipo de patologia.


“Todos os vírus causadores de doenças respiratórias fazem parte de um painel internacional de microrganismos potencialmente causadores de epidemias e pandemias. Na China, surgiram vários casos de uma doença respiratória aguda, alguns com sintomas mais graves e outros semelhantes a uma gripe comum, porém, por se tratar de uma doença respiratória teme sua disseminação rápida e em escala global. Portanto, toda vez que em algum lugar do mundo surgirem doenças relacionadas a isso, existe um alerta a ser divulgado, seja pela OMS ou outros órgãos”, esclareceu.


Embora existam comparações do novo agente patológico com a síndrome respiratória aguda grave (SARS), surgida também na China, as formas de transmissão do vírus em evidência no momento ainda são desconhecidas.


“O coronavírus tem a capacidade de infectar animais e raramente mamíferos, incluindo os seres humanos. Na China, os casos foram registrados em uma mesma cidade e as pessoas que apresentam os sintomas tiveram contato com um mesmo local. Ainda não se sabe do potencial de infecção de pessoa para pessoa ou pelos animais, nem mesmo a transmissibilidade da patologia.


O que sabemos é que se trata de um coronavírus, com características diferentes”, acrescentou o médico.


O cooperado da Unimed Vale do Aço ainda fez um alerta as informações obtidas pela web e repassadas de forma descontrolada.


“A internet é uma ferramenta importante, até mesmo pra nós médicos, uma vez que ele nos auxilia a ter informações de doenças ao redor do mundo e várias outras questões. O problema é que a internet não filtra a maneira de informar as pessoas. Se você coloca ferida na perna, por exemplo, aparecem várias situações, desde tragédias a casos menores e algumas pessoas tendem a acreditar no que é mais grave. Quando vamos ao Google, devemos procurar informações em sites confiáveis, como os portais oficiais do Ministério da Saúde, da Avisa, OMS, entre outros. O problema de se fazer uma pesquisa sem orientação médica é acreditar em informações não verídicas”, alertou o especialista.


O caso registrado em Belo Horizonte ainda é investigado. Porém, diante de qualquer suspeita, é recomendável procurar um hospital para diagnóstico.

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