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  • Foto do escritorFernand Lodi

Instituto Cultural Usiminas – 1º Edital X 2º Edital



Quantos pesos e quantas medidas são utilizadas para a seleção de artistas em editais de Artes Visuais pelo Instituto Cultural Usiminas, tendo em vista as discrepâncias entre o primeiro e o segundo edital


Convocatória primeiro edital Artes Visuais no Vale do Aço 2019


O resultado do primeiro edital realizado em 2019 foi realizado com a seleção de 14 artistas visuais sob a coordenação do renomado curador Guilherme Machado, no Instituto Cultural Usiminas.


Os artistas inscritos passaram pela seleção com a apresentação de portfólio, discussões, entrevistas, diálogos, tête-à-tête com artistas e críticos de arte de calibre inestimável como o artista visual Sebastião Miguel (portfólios), Sidney Phitocreon e Mônica Rubinho (leitura de portfólios) e Eduardo de Jesus (leitura de portfólios) e pela primeira vez artistas desconhecidos do público e do Instituto Cultural Usiminas foram selecionados.


Posteriormente os artistas selecionados foram convidados pelo Instituto Cultural, através do reputado curador Guilherme Machado para apresentação, lançamento e entrega de um mini catálogo com textos dos integrantes da banca e obras, textos e nomes dos artistas.



Na apresentação do mini catálogo consta: “Artes Visuais no Vale do Aço (...) o projeto busca promover e mapear a produção em artes visuais na região do Vale do Aço, através de ações integradas (...) com artistas e críticos convidados (...) sua importância está na viabilidade de diálogo do processo de produção dos artistas (...) entendemos que o projeto se torna importante mecanismo de para o fomento, o reconhecimento e a difusão da produção dos artistas dessa região.”


Além da ausência da equipe do Instituto Cultural Usiminas, em especial da Diretora Penélope Portugal, durante o evento de lançamento do catálogo devido a “indisposição”, não se observou release (textos) e imagens para a imprensa sobre o primeiro edital e tampouco sobre a apresentação do mini catálogo.


Segundo Guilherme Machado - que recebeu os artistas com cordialidades e gentilezas que lhe são peculiares - haveria oportunamente uma exposição que não aconteceu devido à questões sanitárias oriundas da pandemia, mas que caiu no esquecimento pelo Instituto Cultural Usiminas e os artistas além de não interagir com a equipe do ICU, também foram ignorados.


Vale ressaltar que não houve estímulo financeiro aos artistas para uma possível exposição, ainda que fosse postergada e não houve prorrogação do edital por falta de artistas inscritos. Muito pelo contrário, um número expressivo de artistas se apresentaram ao projeto para seleção.


Enfim, o primeiro edital foi uma demonstração cabal de que há na Região do Vale do Aço inúmeros artistas visuais que se interessaram em participar e, reiterando, que no tête-à-tête com as duas bancas viram uma luz no fim do túnel para interagir com o Instituto Cultural Usiminas, o que não ocorreu por pressupor-se ausência total de interesse pelo Instituto.


Também, vale lembrar que os “artistas de estimação” do Instituto Cultural Usiminas também foram contemplados como em todos os eventos artísticos anteriores e posterior. Ao denominar “artistas de estimação” estamos distantes de menosprezar e/ou desmerece-los.


Ao contrário, artistas de calibre desmedidos e relevantes no mapeamento artístico da região. Contudo, já reconhecidos, celebrados e chancelados tanto pelo Instituto Cultural Usiminas como em cenários estaduais e nacionais, que nem precisam de seleção para participar de quaisquer eventos no Instituto.


ARTISTAS SELECIONADOS


Alysson Nascimento (Marujo)

CAUAN BITTENCOURT LANA

FERNANDA LA NOCE

Fernand Lodi

Guilherme Givisiez

Gunther

Juclélia Soares

Luciano Botelho

Monica Valoide

Ricardo Alves

RODRIGO ZEFERINO

ROSANE DIAS

RITA BORDONE

Wenderson Godoi


SEGUNDO EDITAL ARTES VISUAIS NO VALE DO AÇO - 2022


A segunda Convocatória/edital Artes Visuais do ano vigente foi realizada pela Internet e os artistas interessados enviaram todos os documentos, inclusive portfólio via E-mail para que a banca selecionasse os artistas.


Desta vez os artistas selecionados receberiam ajuda de custos de R$ 1500,00 reais, mas como foi relatado publicamente pelo Instituto Cultural que não havendo inscritos suficiente (???) para seleção houve aumento no valor para R$2000,00 no intuito de fomentar a participação.


Repentinamente surgiram segundo o Instituto Cultural Usiminas: “Dos 43 artistas inscritos, 15 foram selecionados e serão contemplados com uma ajuda de custo no valor de R$ 2.000,00. A lista com os selecionados está disponível no site www.institutousiminas.com.”


OBSERVEM AS TRATATIVAS


“A convocatória para exposição do Projeto Artes Visuais no Vale do Aço é uma sequência de ações e iniciativas, com patrocínio da Usiminas por meio do Instituto Usiminas, para ampliar o acesso à conteúdos de artistas visuais e do público em geral, desde 2005. Entre elas, exposições e oficinas que abrangem várias linguagens, seminários, palestras e bolsas de pesquisa.


Nesta etapa, o projeto Artes Visuais no Vale do Aço tem continuidade com o objetivo de ampliar o mapeamento da produção artística da região, iniciado nos anos 2018 e 2019.Durante este período o projeto realizou leituras de portfólios em encontros (posteriores à seleção) que possibilitaram um contato direto com uma produção autoral de artistas da região. Agora, a continuidade com a mostra de trabalhos promoverá reflexões nos âmbitos individuais e coletivos, além de ampliar o diálogo entre criadores e público.”


Como se observa acima o Instituto Cultural Usiminas adotou outro tratamento aos artistas selecionados com exposição, oficinas, seminários, palestras e bolsas de pesquisa. Alguns até foram motivados a dar depoimento sobre a participação com exaltação ao ICU.


Ou seja, a equipe do Instituto Cultural Usiminas colocou todas as ferramentas possíveis para garantir o sucesso da exposição em agosto das obras dos selecionados, enviando para as mídias inúmeros releases, verificando-se um apoio inconteste por parte do ICU aos artistas, o que é notável.


ARTISTAS SELECIONADOS:

Berenice Maria Martins de Oliveira Campelo - Ipatinga

CAUAN BITTENCOURT LANA - IPATINGA

Coletivo Aberto - Ipatinga

Coletivo AVVA - Ipatinga

Cristianne de Sá – Coronel Fabriciano

Daniela Dornelas Moreira - Ipatinga

FERNANDA LA NOCE VIEIRA - IPATINGA

Lara Andrade Lopes - Ipatinga

Letícia Karen Gonçalves Ventura – Santana do Paraíso

Maria Cloenes dos Santos - Ipatinga

RITA DE CÁCIA BORDONE - IPATINGA

RODRIGO DOS SANTOS ZEFERINO - IPATINGA

ROSANE DIAS SOARES - IPATINGA

Tatiane Carvalho Bispo - Ipatinga

Teuller Morais de Aguiar – Timóteo


OBS.: OS “ARTISTAS DE ESTIMAÇÃO” EM CAIXA ALTA A QUE NOS REFERIMOS TAMBÉM FORAM CONTEMPLADOS PELA SEGUNDA VEZ.


“NA AVALIAÇÃO DA DIRETORA DO INSTITUTO USIMINAS, Penélope Portugal, a exposição potencializa o compromisso da Usiminas e do Instituto Usiminas de valorizar talentos regionais. “Ao comemorar 60 anos de operação da Usiminas essa mostra representa muito dos esforços que fazemos de maneira continuada para incentivar a produção artística local. Abrir portas para quem está começando como artista visual é mais uma forma de contribuir para o desenvolvimento regional”, salienta.”


CONCLUSÃO


Infere-se que a equipe e a Diretora do Instituto Cultural Usiminas não aprovaram os artistas selecionados na Convocatória 1º Edital como na Convocatória do 2º Edital e isto fica transparente e cristalino, uma vez que os artistas do 1º Edital não receberam convite para uma posterior exposição, não foram divulgados de maneira veemente como o 2º Edital e, que, por consequência foram ignorados.


A pergunta é: Por que não tratamentos equilibrados e equitativos aos artistas dos dois Editais? O que será que está por traz desses muitos pesos e medidas pela equipe do ICU que se contradiz ao afirmar publicamente que o “compromisso da Usiminas e do Instituto Usiminas é de valorizar talentos regionais”?

Alguma ou alguns critérios de seleção e apoio diferenciados aos artistas do 1Edital e do 2º Edital não conferem equidade ao Instituto Cultural Usiminas e da equipe gestora, haja vista que as propostas e o tratamento desigual demonstram claramente que não há compromisso com mapeamento artístico-cultural e muito menos atenção, cordialidade e gentileza entre todos.


Tudo isso pode ser confirmado pelos textos enviados a todas as mídias da região conclamando e exaltando a atual exposição dos artistas do 2º Edital, merecidamente. Mas levanta-se a questão: por que não apoiaram os artistas do 1º Edital com a mesma lisura?


A resposta deveria vir do Instituto Cultural Usiminas, que certamente não terá justificativa plausível para tal e/ou pelos órgãos competentes da USIMINAS, mantenedora do Instituto.





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