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  • Foto do escritorFernand Lodi

Instituto Cultural Usiminas - Exposição "Modos de Veracidade"

 




A exposição "Modos de Veracidade" em cartaz no Centro Cultural Usiminas exibe trabalhos que tratam de questões universais a partir do olhar sobre o local





“A Galeria do Centro Cultural Usiminas recebe a partir do dia 2 de abril (terça-feira) a exposição “Modos de veracidade”, do AVVA Coletivo de Artes.


Esta é primeira exposição presencial do AVVA, que é integrado pelos artistas do Vale do Aço Fernanda La Noce, Luciano Botelho, Nilmar Lage, Rodrigo Zeferino, Rosane Dias e Wenderson Godoi.


A mostra, que tem curadoria de Tiago Carvalho, marca o encerramento do projeto “Ciclo de oficinas e exposição do AVVA Coletivo”, patrocinado pela Usiminas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.





O visitante da exposição vai se deparar com imagens de grandes dimensões que contrastam com outras em pequenos formatos.


Há ainda trabalhos de videoperformance sendo reproduzidos em diferentes ambientes e em suportes tecnológicos variados. “Modos de Veracidade” traz referências das áreas de atuação dos artistas do AVVA, entre elas a fotografia, a performance, a pintura e a escultura.

Atuando há duas décadas na cena cultural do Vale do Aço e tendo esta terra como tema, os artistas do coletivo já desenvolveram diversos trabalhos motivados pelo pensamento crítico acerca da vida local.


Em “Modos de Veracidade” os artistas do coletivo AVVA vão da floresta do Parque Estadual do Rio Doce aos centros urbanos e seus detalhes inusitados nos cenários fotografados, capazes gerar dúvidas acerca da veracidade de sua existência.





“Os trabalhos que produzimos neste período tratam de questões diversas, mas em todos eles nós tentamos falar sobre nossa vivência e as peculiaridades do território que habitamos, esta terra cheia de contrastes que é o Vale do Aço”, afirma Rodrigo Zeferino, coordenador do projeto.


O artista da fotografia explica que apesar dessa variedade de linguagens, as obras estabelecem conexões entre si.


Elas tocam em questões como a suposta vocação industrial da região, seus desequilíbrios socioeconômicos, as aceleradas transformações urbanas e o consequente apagamento de memórias, além de abordar a distante relação entre a população local e a importante reserva de mata atlântica que faz divisa com os municípios.


“Antes do início do processo de urbanização, tudo aqui era mata atlântica. Este conflito de forças entre a natureza que resiste e a pressão humana pela ocupação é um dilema mundial de nosso tempo. Partimos, portanto, de nossa aldeia para falar questões globais”, explica.


Curadoria


O responsável por evidenciar os diálogos entre os trabalhos exibidos pelo grupo é o curador – e também artista multidisciplinar – Tiago Carvalho. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com experiência em educação, curadoria de arte e gestão de instituições culturais, Tiago é natural de Coronel Fabriciano e iniciou sua carreira artística no Vale do Aço.


Atualmente, trabalha no Setor Cultural do Consulado Geral do Brasil, em Nova York, onde atua na coordenação e gestão de projetos artísticos com o objetivo de promover a cultura brasileira nos EUA.


Devido à origem em comum e também por já conhecer previamente as trajetórias individuais dos artistas do AVVA, a identificação do curador com o conjunto de trabalhos apresentado pelo grupo foi imediata, o que colaborou para que Tiago potencializasse as obras ao sugerir diferentes formas de apresentação.


’Modos de Veracidade’ está repleta de conceitos que convidam o visitante à livre fruição e ao pensar. Paisagem, memória, cidade e verdades, são algumas das narrativas que ricamente tecem as expressões artísticas apresentadas nesta mostra, que, por sua vez, celebra o longo processo criativo desenvolvido pelo grupo”, revela o curador Tiago Carvalho.


O projeto


Desenvolvido ao longo dos anos de 2023 e 2024, o projeto “Ciclo de oficinas e exposição do AVVA Coletivo” viabilizou a realização de atividades formativas desenvolvidas pelos integrantes do AVVA e convidados, como uma mentoria artística para profissionais das artes visuais do Vale do Aço, com doutor em Artes pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Eduardo de Jesus.


O coletivo realizou também oficinas de artes plásticas, fotografia e dança contemporânea, direcionadas a estudantes da rede estadual, de teatro e comunidade.”


OBSERVAÇÃO: INDUBITAVELMENTE A EXPOSIÇÃO É UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA DE IDEIAS, TALENTOS E COMPETÊNCIAS INCOMENSURÁVEL. CONTUDO PRESSUPÕE-SE QUE O COLETIVO AVVA E/OU ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS DO VALE DO AÇO É CONSTITUÍDA POR ARTISTAS SOMENTE DE IPATINGA, E, PORTANTO DEVERIA SER DENOMINADA ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS DE IPATINGA, QUE POR MERA COINCIDÊNCIA SÃO OS MESMOS “ARTISTAS DE ESTIMAÇÃO” DA DIRETORIA DO INSTITUTO CULTURAL USIMINAS.





Artistas do AVVA durante produção da videoperformance Ecos, gravada na floresta do Parque Estadual do Rio Doce.





A partir de atos performáticos, os artistas dão origem a criaturas ficcionais que transmitem uma ideia de culto ao ódio, abordando uma relevante questão social da contemporaneidade.





Um véu suspenso no alto de uma colina, que serve como mirante da cidade de Ipatinga, em um bairro localizado na margem da cidade, é a metáfora da distância socioeconômica entre diferentes cosmos.

 




Nesta série, os artistas percorrem regiões periféricas do Vale do Aço e retratam o momento das vidas dos personagens reais que vivem nesses lugares, apoiados na ideia de “real maravilhoso”, conceito criado pelo escritor cubano Alejo Carpentier, cujos autores buscavam no cotidiano, por si só repleto de absurdo quase inverossímeis, a matéria-prima de sua escrita.

O ser, o não ser, o ter sido... Cobertos pelo agregado siderúrgico, rejeito do processo industrial de fabricação do aço, as duas figuras distópicas perambulam pelos bosques. Procuram, indagam, anseiam. Ecoam sua existência narcísica levando na pele vestígios de seu modo de vida que tanto se distanciou da natureza.

 

Serviço

Exposição Modos de Veracidade

Abertura: 02 de abril, às 19h

Visitação: 03 de abril a 11 de maio

Local: Galeria do Centro Cultural Usiminas

Agendamento de visitas mediadas pelo WhatsApp: 31 98437-3330.

Visitação gratuita, de terça a sábado – das 12h às 20h.






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