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  • Foto do escritorFernand Lodi

Expo Inox


Uma exposição na qual não se verifica com a mesma eloquência o produto que traz no nome


A realização de uma exposição ou feira, ainda que o tema seja controverso, não se pode negar a capacidade de agenciamento e convencimento para aglutinar um número expressivo de expositores nesses tempos difíceis que o planeta enfrenta.


Obviamente, também, que no Centro Norte, mais especificamente no pequeno centro comercial de Timóteo não tem capacidade e infraestrutura para sediar uma exposição, tendo em vista que desde a montagem, acontecimento e desmontagem dos stands, aproximadamente mais de 20 dias causa transtornos na mobilidade, estacionamento e parte da Praça 1º de Maio fica isolada. Além do mais, duas ruas com acesso à única praça também ficam interrompidas e a mobilidade urbana fica caótica.


Portanto a PMT e a organização do evento ainda têm muito que aprender sobre como e onde realizar um evento desse porte, com outros acontecimentos de maior configuração como a Expo Usipa, por exemplo, haja vista que em Timóteo tem áreas sub ou não utilizadas durante todo o ano, como o campo de futebol do Acesita Esporte Clube, entre outros no entorno do Centro Norte da cidade, já que a visibilidade tem sua relevância.


Uma visita pela EXPO INOX verificou-se como nas edições anteriores que a visibilidade dos pouquíssimos stands que apresentam conformação do AÇO INOX foram prejudicadas ou não obtiveram a relevância segundo o nome da própria exposição. Praticamente todos ficaram encapsulados no “elefante branco” Ginásio Coberto Yorque Martins, quando deveriam ser a vitrine da EXPO INOX, natural e óbvia constatação.


Uma das exceções foi o stand da APERAM SOUTH AMERICA situada em uma das entradas da exposição, a maior e única produtora de AÇO INOX da América Latina, por opção da empresa, o que é no mínimo razoável estando instalada no município de Timóteo desde sempre.


Como sempre um layout complexo e repleto de obstáculos que não foram removidos mesmo com a promessa desta gestão desde a última edição, que considerava retirar o muro no entorno do Ginásio Coberto e o nivelamento da Praça 1º de Maio com o quarteirão da Secretaria de Educação. Falta de recursos? Obviamente que não.


Os stands eram muitos, comerciantes, instituições bancárias, entidades de classe, médicas, supermercados, cervejarias e toda sorte de produtos se encontravam na EXPO INOX, mas para apreciação do AÇO INOX, muito poucos, pouquíssimos stands.


Timóteo é uma cidade que causa estranhamento sob todos os aspectos que tratam do AÇO INOX, desde a assertiva “Timóteo, Capital do Inox”, lançada a décadas pela empresa com significados outros, como por exemplo a inauguração do Distrito Industrial, com o escopo de atrair investidores na conformação do aço inox, que é decantada e propalada em discursos demagógicos e isento de bom senso. E, convenhamos, o Distrito Industrial de Timóteo se transformou num caos urbano e empresarial. Isso mesmo, tudo junto e misturado, com construções industriais de péssima categoria arquitetônica e urbana.


Agora temos uma EXPO INOX, que de inox não se observa ênfase no produto e muito menos agendamento de discussões sobre o produto como se espera que aconteça entre produtores e conformadores do AÇO INOX.


Mais um estranhamento digno de uma cidade parada no tempo e no espaço como a nossa querida cidade, que não merece tanto descaso.

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