• Fernand Lodi

Fórum 2° Opinião Unimed Vale do Aço



Vacinas, Conflitos Atuais e Situações Especiais é tema do Fórum realizado na Unimed Vale do Aço


O Brasil e outros países estão registrando a volta de doenças consideradas erradicadas. Para especialistas, esse retorno se deve tanto pela resistência da população em se imunizar, quanto a queda da cobertura vacinal pelo Estado.


Pautado nesse assunto, o Fórum 2° Opinião, realizado pelo Núcleo de Desenvolvimento Humano da Unimed Vale do Aço, trouxe para debate o tema “Vacinas, Conflitos Atuais e Situações Especiais”.


A médica cooperada e pediatra, Dra.Naiara Ferreira, conduziu a palestra. Durante sua apresentação, ela destacou os motivos pelos quais o movimento antivacina se iniciou, as consequências.


“Uma pesquisa feita por Andrew Wakefield e publicada pela revista científica The Lancet, em 1998, apontava que a vacina tríplex (sarampo, caxumba e rubéola) desencadearia o autismo.


O médico chegou a ser punido, impedido de exercer a profissão e a revista precisou se retratar em decorrência da publicação do material. Porém, até hoje, temos pais de crianças autistas que acreditam nessa teoria e deixam de imunizar os filhos. Com isso, o movimento antivacina se iniciou e consequentemente o Sarampo, doença apontada na pesquisa, voltou a ter seu vírus circulando. Além de ser prejudicial para o controle de enfermidades, o movimento antivacinas não é reconhecido pela ciência como válido, mas sim como algo que vai contra a saúde pública”, afirmou a pediatra.


Ainda, de acordo com a médica, além do movimento, há outros fatores que contribuem com a queda da imunização. “Por parte de muitos pais, há o esquecimento do calendário vacinal.


Em outros casos, há a cultura da desvalorização da vacina, em que as pessoas creem que como as doenças já estão erradicadas, os surtos não voltarão a ocorrer.


Nesse sentido, é típico do ser humano se preocupar e ir atrás de prevenção apenas diante da iminência do risco, como foi o caso da febre amarela há menos de cinco anos atrás”, acrescentou a médica cooperada.


O Brasil é reconhecido internacionalmente por seu amplo programa de imunização, que disponibiliza vacinas gratuitamente à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Criado em 1973, o Programa Nacional de Imunização (PNI) teve início com quatro tipos de vacina e hoje oferece 27 à população, sem qualquer custo.


A pediatra ainda reforçou a importância de todas as áreas médicas apoiarem a vacinação. “O objetivo do profissional de saúde não é tratar doença, mas sim preveni-las. A demanda fica maior para o pediatra, mas as demais especialidades médicas devem entender a importância das vacinas e também orientar os pacientes. O que mais vemos é desinformação e cabe ao médico ser esse porta-voz e aliado no combate às doenças que podem ser prevenidas pela vacinação”, afirmou a médica.


Ainda, de acordo com a Dra. Naiara Ferreira, o movimento antivacinas deve ser combatido. “As vacinas são fundamentais no combate e prevenção de doenças. A exemplo disso temos a varíola, uma doença erradicada no mundo graças a essa forma de imunização. A vacinação deve ser uma rotina de todos, independente da idade, e não algo destinado apenas a crianças, gestantes ou idosos. Em nosso país temos um calendário vacinal muito dinâmico, porém, todas as informações sobre as doses e disponibilidade são amplamente divulgadas pelo Ministério da Saúde. Precisamos nos conscientizar sobre isso e levantar a bandeira da vacinação, não apenas por uma questão de saúde pública, mas também pelo cuidado com nós mesmos”, concluiu a médica.


Mais informações sobre o calendário vacinal pelo site do Ministério da Saúde (http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/vacine-se )


Sarampo no Brasil


O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa causada por um vírus. De acordo com a OMS, antes da introdução da vacina contra a doença, em 1963, e da vacinação das populações em massa, a cada 2-3 anos eram registradas importantes epidemias de sarampo, que chegaram a causar aproximadamente 2,6 milhões de mortes ao ano.


A doença continua a ser uma das principais causas de morte entre crianças pequenas em todo o mundo, apesar de haver uma vacina segura e eficaz disponível. Aproximadamente 110 mil pessoas morreram por sarampo em 2017 – a maioria crianças com menos de cinco anos.


Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou nos últimos 90 dias, 2.753 casos confirmados de sarampo em 13 estados. O aumento de 18% em relação ao último boletim divulgado (28/08) se deve a confirmação clínica de casos que estavam em investigação anteriormente.


De acordo com o novo boletim epidemiológico da doença, entre 09 de junho a 31 de agosto de 2019, o Brasil notificou 20.292 casos, sendo 15.430 em investigação e 2.109 descartados.


O levantamento divulgado no último dia 4 de setembro pelo Ministério da Saúde, apontou também quatro óbitos em decorrência da doença: três mortes no estado de São Paulo (duas crianças e 1 adulto); e uma no estado de Pernambuco (uma criança). Em nenhum dos quatro casos foi comprovada a imunização contra o sarampo.

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