Licença-maternidade de seis meses fortalece vínculo e bem-estar de mães e bebês
- Fernand Lodi
- há 17 horas
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Extensão do benefício para 180 dias apresenta impactos positivos no cuidado infantil e na relação das mulheres com o trabalho
Quando retornou ao trabalho, em fevereiro de 2026, Darleny Fernandes Vieira trazia consigo a experiência de ter vivido, com tranquilidade, os primeiros meses de vida da filha mais nova.
Gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Aperam BioEnergia, ela permaneceu por 180 dias em licença-maternidade, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Foi um privilégio poder ficar esse tempo todo com a minha princesa, a Lívia”, conta Darleny, que também é mãe da Lavínia, de 9 anos. “Poder viver intensamente esse momento em família me permitiu voltar ao trabalho mais tranquila, sabendo que ela já está maiorzinha. Ficar com ela por mais tempo fortaleceu ainda mais nosso vínculo e ampliou o cuidado, o amor e a conexão entre nós”, diz.
Embora recomendada por organismos internacionais, a licença-maternidade de 180 dias ainda é pouco difundida no mercado de trabalho brasileiro, onde prevalece o mínimo legal de 120 dias.
Em paralelo, dados do eSocial registraram mais de 380 mil desligamentos de mulheres após a licença entre 2020 e 2025. Soma-se a isso o fato de que apenas uma em cada quatro mulheres relata apoio consistente no retorno ao trabalho, segundo o estudo Women in the Workplace 2025.
A ampliação da licença-maternidade para 6 meses está condicionada à adesão - opcional para as empresas privadas - ao Programa Empresa Cidadã, do Governo Federal, modelo adotado pela Aperam BioEnergia, no Vale do Jequitinhonha (MG). Na prática, a política se traduz também em acolhimento.













































































